quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Seja Fonte de amor

Alguma verdades tem que estar fixado no nosso interior para que possamos entender o amor, a intensidade e a dimensão, d'Ele em nossas vidas.
Deus não se encontra enterrado dentro de um templo (não se assustem);Essa certeza tem que nos trazer alegria em nossos corações, ou seja Deus não está trancado lá aonde só o encontraremos no domingo ou no um dia na semana..
Deus não está disponível apenas para dias ou pessoas especiais.
Quando temos a certeza de que ele se encontra em nosso interior, encontramos a liberdade que nos falta para estar com Ele a cada minuto de nossas vidas.
Como seres humanos e egoístas que somos, estamos sempre querendo disputar essa sensação de ser especial, amamos a aprovação dos outros e essa necessidade de amor nos faz caminhar para cargos em destaques onde seremos melhor visualizados ou reconhecidos nos levando à admiração que tanto buscamos.
E essa motivação errada é que nos leva ao vazio, à uma vida sem sentido nos empurrado a sensação de exaustão e fracasso interior e espiritual. Isso significa que estamos lutando pela coisa errada por isso esse sentimento de distancia e vazio.
Não somos aprovados pelo que fazemos mas, pelo sacrifício de Jesus na cruz, por cada um de nós.
Não existe nada que façamos que fará com que Deus nos ame mais ou menos Ele só nos ama e é essa certeza desse amor que nos transforma e não nossa luta diária para tentar merecê-la. Se essa é a nossa intenção, isso nos levará a exaustão de uma luta inútil, porque por mais que façamos o amor será o mesmo, com a mesma profundidade e a mesma intensidade.
A nossa busca pela aprovação de Deus acaba nos distanciando d'Ele, porque criamos um abismo que nos impede de ter intimidade com o mesmo.
Qual criança não cresceu ouvindo que se não obedecermos a Deus, Ele de certo castigaria? Cresci ouvindo isso, por falta de sabedoria dos meus pais, pois me apresentaram um deus que só me ama porque faço as coisas certas, hoje seria o conhecido peso da lei.
Essa aprovação que buscamos nos leva muitas vezes pelo caminho do ativismo tanto para nós quanto para a nossa família, porém quando entendemos a profundidade desse amor já não caminhamos com o peso da aprovação e sim com a certeza de que seu amor "Basta".
Isso é perfeito, ser amado sem merecer, ser amado sem dar nada em troca, apenas se sentir amado de tal profundidade que nos supre em todas as áreas das nossas vidas.
E termino dizendo que a fonte desse amor é infinita, não seca é realmente inesgotável. Se permita se sentir amado, se permita se encher desse amor para que possa transbordar para outros que ainda não foram alcançados por esse amor.
Seja cheio, não somente para você mas seja cheio para ser transbordante, sempre. Pois, quando bebemos dessa fonte não nos falta desse amor.

"Primeiro amor"

Há algum tempo tenho ouvido a frase: " Senhor, leva-nos de volta ao primeiro amor, ao primeiro instante..."
E hoje lendo um poste me chamou a atenção porque é exatamente a forma como penso e gostaria de compartilhar algumas partes que condiz com o o que acredito, amém?

O que o“primeiro amor” não é: 

Ele não é necessariamente o amor que tínhamos no começo de nossa vida cristã (do ponto de vista puramente temporal), quando encontramos a Jesus. O verdadeiro amor é mutável, mas não no sentido de diminuir repentinamente. Vamos ver o exemplo do casamento. Há uma fase inicial de “paixão”, e uma fase posterior de “amor”. Na hora da “paixão”, os sentimentos têm um papel muito forte. Mais tarde essa agitação emocional diminui, mesmo que o amor não tenha diminuído; ele apenas ficou mais constante, afeiçoado e fiel. No começo, o coração bate forte quando abrimos uma carta da pessoa por quem nos apaixonamos. Depois de vinte anos de casamento, provavelmente não sentimos mais tanta emoção quando recebemos um cartão ou uma carta do cônjuge, mesmo que o amor seja muito grande. Isso significa que o amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem papel tão importante quando alguém se apaixona. Depois que a relação se consolida e alguns anos de casamento se passam, o amor de um pelo outro não depende mais só dos sentimentos, mas fica mais constante e profundo. 
Na verdade, é perfeitamente normal que depois de alguns anos seguindo a Jesus, um filho de Deus não tenha mais o mesmo sentimento ou a mesma emoção do início de sua vida cristã. Mas isso não significa necessariamente que agora amemos menos a Jesus do que logo depois da conversão. Podemos estar no primeiro amor mesmo sem essas emoções que nos assaltam. 
O que é o“primeiro amor” 

Em minha opinião, a expressão “primeiro amor” não se refere tanto à característica temporal, e, sim, muito mais à característica qualitativa, à importância. O essencial é que o amor a Jesus ocupe o primeiro lugar em minha vida, isto é, que ocupe a posição de principal e melhor amor; importa que as prioridades estejam na ordem correta. 

Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa com o passar dos anos (mesmo que lhe seja fiel, que ainda goste muito dela, que não consiga mais imaginar sua vida sem ela e que ela continue cuidando dele o tempo todo), então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela. 
Quando um marido passa a colocar os esportes, a televisão ou seu hobby à frente de sua esposa, então ele abandonou o seu primeiro amor em relação a ela. 

Quando a paixão e a devoção a Jesus diminuem, o primeiro amor por Ele já foi abandonado. Esse principal e melhor amor não pode ser substituído por perfeccionismo, nem por esforços e perseverança, nem evitando maus pensamentos e ações. Revelar o mal, trabalhar e sofrer para o Senhor também não resolve. Isso tudo é bom e necessário, afinal, o próprio Senhor reconhece que são atitudes elogiáveis (Ap 2.2-3); mas elas também podem partir de um hábito puramente mecânico, e ficar engessadas em formalismo e tradicionalismo. 

Por ocasião de seu jubileu de ouro no serviço militar, Paul von Hindenburg (1847-1934) [que mais tarde foi presidente da Alemanha], recebeu altas honrarias. Sua resposta foi modesta: “À guerra, o espírito – ao rei, o coração – à pátria, o sangue – a Deus, a honra!” Mas Deus quer nosso amor inteiro e completo, sem dividi-lo com ninguém (Mt 22.37). Nosso espírito, nosso coração e nosso sangue pertencem somente a Ele. O Senhor não quer somente a honra, mas toda a devoção dos que que se voltam para Ele em amor. 
Lemos em Lucas 10.38-42: “Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”. 

Marta empenhou tudo para que Jesus fosse recebido dignamente com a melhor comida e bebida, e com certeza não fez isso sem amor. Mesmo assim, o Senhor precisou adverti-la; mas sua irmã Maria foi elogiada por Ele. Devemos fazer uma coisa sem deixar a outra de lado – mas as prioridades devem estar na ordem certa. Esse acontecimento mostra que Maria escolheu a atitude melhor, o que nos dá um exemplo do “primeiro amor” a Jesus. Importa primeiro sentar aos Seus pés, ouvir a Sua palavra e reconhecer a Sua vontade. Esse primeiro amor ao Filho de Deus não existe sem que a Sua vontade seja feita. Mais tarde, a mesma Maria derramou o ungüento precioso sobre os pés de Jesus. João 12.3 nos relata essa ação: “Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo”. Maria “escolheu a boa parte”, a melhor, a superior, “e esta não lhe será tirada”. 

Que contraste com as palavras de Jesus: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O primeiro amor havia sumido e por isso a igreja de Éfeso corria perigo de perder sua luminosidade. No exemplo acima, quem brilha mais? Marta ou Maria? 
“Primeiro Jesus!” 

 É muito importante ouvi-lO e adorá-lO por meio do estudo da Bíblia, da oração, do silêncio em Sua presença. Infelizmente é possível esgotar-se pelo Senhor mesmo que tenhamos nos tornado indiferentes em relação à comunhão com Ele. Devemos fazer o primeiro sem desprezar o segundo – ou teremos abandonado o primeiro amor. 


By: Ronivaldo Brandão